Testemunho dos nossos alunos


Quase todos os dias alguém partilha comigo sobre os efeitos, as conquistas, as mudanças, as coisas que ocorrem após a iniciação na prática do Yôga. Eu sempre alerto para que o Yôga é forte, ele acelera o nosso karma e muda o nosso dharma. Quem não gosta muito de mudanças, superações não costuma se identificar com esta filosofia prática de vida.

Yôga requer coragem, força interior, receptividade ! Talvez não soubesse desta parte…

Elisabete vieira
Educadora de Infância
32 anos Lourinhã
2 anos de prática Yôga
Durante anos senti-me incompreendida…
Pesquisei e introduzi-me em vários grupos onde tive momentos felizes mas apenas momentâneos…
Um dia na praia de Santa Rita Sul vi o grupo de Yôga e fui experimentar e a minha vida mudou…
A vida é cheia de obstáculos e o segredo é arte de saber contorná-los…
Hoje sou uma yogíni e sinto força poder e energia!
Quero deixar a minha gratidão à minha instrutora Ana Paulo (pioneira deste método na zona oeste), a todos os colegas de prática, ao Mestre Carlos Cardoso.

Joana Duarte
29 anos
Eng.ª Controlo Qualidade e Segurança Alimentar
Coutada
18 meses de prática
O Yôga faz parte de mim! Tudo o que tenho vindo a aprender tem-me feito olhar para a vida e para os outros, com outros olhos. Uma visão mais consciente da vida e do que ela quer de mim, pés mais assentes, actos conscientes e uma vontade imensa e sincera de sorrir 🙂
No Centro de Yôga tenho conhecido pessoas maravilhosas, puras e simples e com as quais me identifico. A Ana tem sido uma verdadeira amiga nesta minha caminhada! Obrigada Ana e a todos os meus colegas de prática!

Sandra Tomás
33 anos
Professora
Maceira
1 ano de prática Yôga
Descobri o yôga quase por acaso, alguém sugeriu que me faria bem.
Assim, o universo mexeu os seus cordelinhos e acabei por descobrir o Centro de Yôga e, claro, a Ana. Agora a minha vida divide-se em duas eras: A.S. e D.S. (Antes do Yôga e Depois do Yôga). Embora a natureza tenha o seu ritmo, que a maior parte das vezes não se compadece com as nossas pressas, muito mudou já em mim, estou sem dúvida mais saudável e com mais energia. A consciência foi uma descoberta fantástica. Estou a aprender a conhecer-me, a aperfeiçoar-me, a relacionar-me melhor com os outros, a acreditar fortemente nos meus objectivos como primeiro passo para realizá-los. Mas a caminhada continua, e, afinal, a piada está toda aí: não é o fim da viagem que interessa, mas o percurso que se faz para lá chegar. É no caminho que se realizam experiências e aprendizagens, conhecem-se pessoas, e é disso que é feita a vida. Estou ligada a este grupo por laços tão fortes que não consigo explicar. A egrégora dá-me uma segurança e uma sensação de pertença que há muito não sentia. Ana e colegas: obrigada por fazerem parte da minha vida.

Cidalia Fernandes
55 anos
Técnica de Contabilidade
Lourinhã
2 anos de prática connosco.
Yôga era uma prática que me foi dada a conhecer em 1977, passaram os anos, três filhos, uma vida sempre de ritmo bem acelarado… até que, há cinco anos constatei da prática de yôga na Lourinhã, fiquei tão contente… achei que era tempo de pensar em mim, o meu instrutor na altura foi uma simpatia (obrigada, Rafael!), levou-me até ao Casal d’Além, onde conheci a Ana… Hum!… que bom, senti que estava a caminhar noutro plano… segurança no “caminho… e agora que me encontrei, não vou perder mais tempo não… Obrigada Ana, com todo o meu carinho um grande SWÁSTHYA para ti!

Fátima Canoa
40 anos
Técnica Superior na área dos Recursos Humanos
2 anos de prática Yôga
“A vida já me tinha forçado a procurar o aprimoramento da minha existência. Vivia nessa procura desatinada, e encontrei, nos eventos, nos autores, livros, textos e estudos, nas imagens, nas viagens e lugares, valiosos ensinamentos.
Após alguns anos de procura, conclui que todos tinham a mesma mensagem, só que em termos e formas diferentes. Dei-me assim por satisfeita e feliz, vivendo na universalidade do Amor.
No entanto, continuava a sentir-me incompleta e eram maiores as dificuldades em unir e manter unidas as partes soltas de mim.
Até ao dia que cheguei ao Yôga.
Saí da primeira aula com o deslumbramento de uma criança.
Senti a estranha mas intensa emoção do sentimento de pertença, como um andarilho que depois de uma vida de errante, regressa ao lar.
Encontrara como que o ingrediente mágico da receita secreta para viver esta passagem terrena plena do sento de Ser.
Encontrara a dimensão onde o intelecto não interfere, onde o silêncio diz mais que mil palavras, onde re-aprender a respirar é uma dádiva, onde a disciplina é uma arte. A dimensão onde estar presente não tem longe nem perto e a unidade reside em cada um.
Vivo radiante e plena, percebo agora que sou um ínfimo pontinho cintilante num Universo de Luz, a aprender a intensificar e perpetuar o brilho.”

Samuel Figueiredo
31 anos
Gestor de Produto
3 meses de prática Yôga

Póvoa de Penafirme
Um dia acordei e percebi que me estava a tornar apenas mais um entre muitos deixei de ser eu, deixei de me reconhecer e apesar da minha dedicação à vida algo de muito importante faltava – O Centro de Yôga encontrou-me, deu-me a mão, dedicação, amizade e um enorme sentimento de alegria e realização. Neste espaço encontrei pessoas fantásticas.

Ana Paula Silva ” aceitou ” a proposta, escreveu um testemunho que me emocionou ao ler, pois Paula não é o particante comum, mas alguém que já sofreu um AVC, alguém que tem as suas limitações fisicas há já alguns anos. No entanto o pouco tempo de aulas  já mudou o seu quadro de vida.

O YÔGA, O AVC E EU
Por Ana Paula Silva

Quem sofreu um AVC sabe que, tão importante como curar as sequelas físicas, é curar as feridas da alma.

Podemos fazer fisioterapia intensamente, insistir em todos os exercícios recomendados, mas se não cuidarmos também das nossas emoções, dos nossos sentimentos e principalmente dos nossos pensamentos, nunca conseguiremos atingir completamente o nosso objectivo.

As sequelas físicas são as mais visíveis e modificam no imediato o nosso dia-a-dia.

Mas o AVC deixa-nos outras marcas, por vezes só visíveis para nós mesmos.
Como ficamos, como nos sentimos, como reagimos a esta nossa nova realidade?

Todas as pessoas que sofreram um AVC e ficaram com sequelas motoras ou cognitivas (quase todas!) têm, nalguma fase da sua reabilitação, em comum uma companhia: a solidão.
Por vezes, mesmo rodeada de pessoas sentia uma distância enorme entre o meu novo mundo e o dos outros.

Começou a tornar-se urgente para mim, tratar das minhas sequelas invisíveis.
Comecei a perceber que era um erro pensar que me sentia triste ou deprimida porque os outros não me compreendiam ou porque os outros nunca tinham passado por um AVC, e portanto seria difícil eles perceberem o que eu estava a passar.

Os outros. Sempre os outros. Passava mais tempo a pensar nos outros e naquilo que eu achava que eles não faziam bem, do que em mim.
E percebi que, enquanto continuasse a concentrar-me e a dirigir as minhas energias para os outros, estava a desperdiçar tempo.

Não eram os outros que tinham que mudar.
Eu é que tinha que mudar a forma como eu reagia à minha realidade.
Sou eu que tenho o AVC , não são os outros.
Só eu posso, só eu tenho o poder de modificar a minha vida. Só eu posso curar as minhas sequelas físicas e emocionais.

Todos temos dúvidas, conflitos internos.
Mas aqueles que atingem os seus objectivos, não vivem apenas para essas dúvidas, não estacionam aí, não se mantêm nos conflitos, não se concentram nos outros: focam-se em si mesmos e no que querem.

E tentei começar a lidar assim com os meus pensamentos negativos.
Quando eles surgem, substituo-os com uma acção positiva, ou penso em algo de bom que me aconteceu..

Só o facto de conseguir fazer isto, dá-me auto-confiança e a certeza de que posso lidar com qualquer situação.

Esta minha mudança foi acontecendo, e continua a acontecer todos os dias, é um processo de evolução.
É como se eu estivesse em construção: tal como cuido do meu físico, alimento também a minha mente com bons pensamentos e bem definidos sobre o que quero para mim.

Não quero na minha vida pessoas tóxicas, negativas, as que não me trazem boas energias.

As pessoas tendem a pensar que os desabafos, são uma forma de libertação. Eu vejo-os como uma prisão.
Queixar-me do meu AVC, do que a minha vida mudou, do que sofro, faz-me focar em quê? Na dor, na auto-compaixão.

E se em vez dessas queixas, eu começar a dizer: hoje o meu dia vai correr bem, vou conseguir levantar mais o braço, vou andar mais metros sem apoios, vou acabar de ler aquele livro tão interessante, vou fazer uma boa sobremesa para o jantar, estou-me a focar em quê? Nos meus objectivos, nas coisas boas que eu quero na minha vida.

É óbvio que nem todos os dias consigo ser tão positiva.
Mas o treino e a insistência em pensamentos bons, funciona como a fisioterapia: um dia , sem esperar, os resultados acontecem.

E toda esta minha nova forma de pensar se deve a uma práctica milenar: o YÔGA.

Há uns meses atrás, uma amiga que também sofreu um AVC, falou-me que tinha iniciado umas aulas de yoga e que estava a sentir-se muito bem. Sugeriu-me que eu experimentasse.

Eu achava que seria impossível fazer Yoga devido às minhas sequelas físicas (hemiplegia direita).
Associava sempre o Yoga a posições corporais lindas mas impensáveis de fazer para alguém como eu estava.

Mas, como estou sempre receptiva a novas experiências, informei-me e encontrei perto do local onde vivo, uma Professora de Yoga, com a qual conversei sobre o que me levava a procurá-la e as minhas dúvidas em relação à práctica do Yoga.

Ela propôs-me uma aula a sós com ela, e comecei a perceber que no Yoga o menos importante são as posturas.
O Yoga é uma forma de estar na vida, de procurarmos o auto-conhecimento, de encontrarmos o nosso equilíbrio. Tudo o resto, as posições, são apenas um reflexo do que conseguimos atingir através da meditação, da reflexão, da nossa evolução, da expansão da nossa consciência.

Comecei então, a praticar yoga em aulas de grupo, com pessoas que não têm nenhum tipo de deficiência física.

E a minha mente, a minha forma de reagir aos problemas que o AVC me tinha trazido, foram-se modificando.

“O Yoga é uma aprendizagem sobre nós mesmos, o melhor software à superfície da terra.
Muitas vezes apenas olhamos para fora de nós, e não aprendemos sobre quem realmente somos, nem exploramos os nossos verdadeiros potenciais internos”. (sic Lalita Ana Luísa Paulo, Profª Yôga).

E por falar nos nossos potenciais por descobrir, partilho convosco , uma conquista muito importante, que consegui com a ajuda da prática do Yoga, e que eu sempre achei impossível de voltar a fazer desde que tive o AVC.

Passo a explicar:
Quando iniciamos a aula de Yôga, sentamo-nos no chão, com as pernas cruzadas.
Depois de meditarmos com mantras, de fazermos vários exercícios respiratórios e alongamentos, passamos da posição de sentados para a posição de pé.

Nesta altura a Profª ou uma colega, agarravam-me pelas mãos e puxavam-me para eu me conseguir levantar.

Desde que tive o AVC nunca mais me consegui levantar do chão sem o apoio de alguém ou de algo que estivesse perto de mim e a que eu me pudesse segurar. Aliás, na verdade não me sentava sequer no chão.

A Ana, a minha Profª, diz-me sempre nas aulas: sempre que eu não conseguir fazer algum movimento, visualizo-o, imagino que naquele momento o meu corpo está a executá-lo, na perfeição.

E eu lá fui visualizando, vendo como se fosse numa tela o meu corpo a levantar-se do chão, graciosamente, sem ajuda de ninguém, como eu faria se não tivesse nenhuma sequela do AVC.

Mas, há duas aulas atrás, quando chegou o momento de me levantar, não quis ajuda de ninguém.
E o meu corpo, tal como eu tinha imaginado em tantas aulas, ergueu-se, sozinho, sem apoios, sem ajuda.
Que emoção, que felicidade, que sabor a vitória! Indescritível!!!
Há 6 anos que não me levantava sozinha do chão!!!

Acho que esta é a melhor forma de descrever o que o Yoga está a fazer na minha vida.

Obrigado Ana e obrigado a todos os meus colegas pela energia positiva e contagiante que sempre encontro em vocês. Obrigado por me devolverem a esperança!

Ana Paula SIlva



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